Artigo da Categoria 'Dicas'

Dica para formar glissandos em tonalidades maiores

terça-feira, 27. março 2012 4:21

Aprendi um macete com a harpista Eleanor Fell de como montar glissandos em tonalidades maiores que gostaria de compartilhar com vocês. É bem simples e podem ser montados sem muita matemática, apenas entendendo como funcionam as armaduras de clave.

Não vou entrar em detalhes aqui de como se monta uma armadura de clave e nem como ela funciona na formação de cada tonalidade, portanto esta publicação exige um conhecimento avançado de teoria musical, se você que está lendo aqui, não adquiriu ainda este conhecimento, não leia esta dica agora, pois poderá confundir sua cabeça.

Quem já estudou as armaduras de clave conhece bem (de cór) a ordem dos acidentes na armadura de clave:

Si  Mi  Lá  Ré  Sol  Dó  Fá      - para as tonalidades em Bemol ( ♭ )

Fá  Dó  Sol  Ré  Lá  Mi  Si      - para as tonalidades em Sustenido ( # )

Usando desta ordem que bem conhecemos, vamos aprender uma fórmula para criar glissandos tonais.

Vamos à fórmula:

Polarizar o último acidente da armadura e o acidente que viria logo após  na sequencia.

Polarizar = trocar o que é ♭ para # e o que é  # para ♭

 

Agora você só precisa saber qual a armadura de clave da tonalidade que você se encontra e assim, aplicar a fórmula em cima dela.

Exemplo: Tonalidades em bemóis:

 

Tonalidade de Lá♭ Maior:

A sequencia dos acidentes na tonalidade de Lá♭ Maior é: Si♭ Mi♭ Lá♭ Ré♭

Pela fórmula, vamos polarizar o último acidente da sequencia que é o Ré♭ (deixando-o Ré#), e o próximo acidente que seria o Sol♭ (deixando-o Sol#)

Abaixo vemos como ficariam os pedais.
Obs: o acidente em parênteses indica o próximo acidente na sequencia que não faz parte da armadura da tonalidade mas que também deve ser polarizado.

 

 

 

 

 

Outro Exemplo: A sequencia dos acidentes na tonalidade de Si♭ Maior é:  Si♭ Mi♭

Polarizamos o Mi♭ (que é o  último acidente da tonalidade) para Mi# e o próximo da sequencia que é o Lá♭ (trocamos para Lá#)

 

 

 

 

Exemplos em #:

 

Tonalidade de Lá Maior: A sequencia dos acidentes na tonalidade de Lá Maior é: Fá#  Dó#  Sol#

Vamos polarizar o último acidente da sequencia que é o Sol# (deixando-o Sol♭),  e o próximo acidente que seria o Ré# (tornando-o Ré♭)

 

 

 

 

 

 

Tonalidade de Mi Maior:

A sequencia dos acidentes na tonalidade de Mi Maior é: Fá#  Dó#  Sol#  Ré#

vamos polarizar o último acidente da sequencia que é o Ré# (deixando-o Ré♭),  e o próximo acidente que seria o Lá# (tornando-o Lá♭)


Faça o treinamento no instrumento com os pedais e toque logo após o glissando para ouvir o glissando já na tonalidade.

Se você treinar bastante, terá capacidade de montar os glissandos de forma automática e rápida.

 

Só um pequeno detalhe: A armadura de clave de Dó Maior não tem acidente nenhum, portanto iremos polarizar o primeiro acidente da turma dos bemóis e o primeiro acidente da turma dos sustenidos (é uma exceção ok?)
Ficamos assim então:

O primeiro acidente da turma dos bemóis é o Si♭ (polarizamos para Si#) e o primeiro acidente da turma dos sustenidos é o Fá# (polarizamos para Fá♭)

Ficando assim:

 

 

 

 

 

O que estamos fazendo com isso?
Estamos eliminando de forma automática o 4º e o 7º das escalas, o resultado é funcional em qualquer tonalidade.

Espero que essa regrinha ajude.

Por Angélica Vianna.

Seja bem vindo a copiar ou compartilhar o conteúdo, mas, lembre-se de informar a autoria (dê créditos)

Categoria: Artigos, Dicas | (9) Comentários | Autor:

Solte suas Cravelhas

sexta-feira, 22. abril 2011 1:29

As cravelhas da harpa com o tempo vão ficando sempre muito duras pra girar, isso se dá por causa da força que a corda faz no sentido de enterrar cada vez mais a cravelha na madeira. Como nos bordões a pressão é maior, é nesta região que as cravelhas tendem a ficar mais duras chegando ao perigo de quebrarem. O buraco também pode se deformar sendo necessário trocar as cravelhas por outras maiores.

A solução de manutenção no entanto é fácil:

Solte um pouco a corda.

Force com o polegar da mão esquerda a cravelha (A) no sentido da seta  enquanto gira a chave de afinar nas duas direções.

Seu polegar só vai ter força pra mover a cravelha se esta estiver em movimento (por isso é preciso girar a chave para os dois lados para diminuir o atrito).

Quando a cravelha estiver solta, afine a corda normalmente, a própria pressão natural da corda já colocará a cravelha no lugar certo.

 

Uma dica muito importante: SEMPRE faça isso quando trocar uma corda. Aproveite este momento para soltar sua cravelha (sem a corda), o procedimento não é arriscado, pode-se fazer quantas vezes necessário e assim sua harpa estará sempre em forma.

Se você quiser, pode também retirar a cravelha para limpá-la, mas evite colocar o dedo na região do metal que fica dentro do buraco para não busuntá-lo de gordura.

Por Angélica Vianna.

Seja bem vindo a copiar ou compartilhar o conteúdo, mas, lembre-se de informar a autoria (dê créditos)

 

Categoria: Dicas | (2) Comentários | Autor:

Curativo para bolhas ou machucados por Ray Pool

segunda-feira, 18. abril 2011 21:45

Pedi permissão ao harpista Ray Pool para postar aqui seu tutorial para fazer um eficiente curativo para nossas bolhas ou machucados.
Este tutorial se encontra na sua forma original no perfil de Facebook de Ray Pool.
O texto é uma tradução do original escrito por ele (mantenha o cursor sobre cada foto para ver o texto original em inglês), e as fotos são também de sua propriedade.

Vocês podem conhecer mais sobre a carreira deste artista no seu site oficial: http://www.raypool.com/

Curativo para bolhas ou machucados:

Aqui estou eu com uma simulação de bolha na ponta do quarto dedo da mão esquerda. Esta é uma situação muito angustiante para um harpista. Este é um método para formar um curativo com esparadrapo para (1) cobrir a região lesada (2) ter mobilidade para poder tocar. Aprendi isso com Lucile Lawrence que aprendeu com Carlos Salzedo. Os melhores votos de uma rápida recuperação a todos os que têm de recorrer a esta medida. ”

"Here I am with an imitation blister on the tip of the fourth finger of my left hand. This is a very upsetting situation to a harpist. This is a method for fashioning an adhesive tape bandage that will (1) cover the blister for protection and (2) bend while playing. I learned this from Lucile Lawrence who learned it from Carlos Salzedo. Best wishes for a speedy recovery to all who have to resort to this measure"

Você precisará de esparadrapo de aproximadamente  1,3 cm e um par de tesouras.  A fita que usei é impermeável mas isso não é necessário. Foi o que encontrei na drogaria hoje.

You need 1/2" adhesive tape and a small pair of scissors. This tape happens to be waterproof. That is not necessary. It was what I found at the drug store today.

Corte um pedaço da fita de aproximadamente 15 cm

Cut off a piece of tape about six inches long.

Divida a fita na metade por cerca de 10 centímetros de comprimento.

Split the tape in half about four inches up the length.

Cole o pedaço de 5 cm (que é a largura total) sobre a polpa do dedo com a divisão da fita ainda solta, direcionada ao início da unha.

Place the two-inch piece (which is full width) over the pad of the finger with the split in the tape positioned to meet the beginning of the finger nail once it is wrapped.

Puxe a metade esquerda da fita na diagonal para cima e sobre a unha do dedo, indo para o lado oposto do dedo.

Pull the left half of the tape diagonally up and over the finger nail, heading for the opposite side of the finger.

Cubra a fita da parte frontal do dedo em um ângulo diagonal para dar mais firmeza.

Secure that diagonal piece of tape over the base of the wider, solid piece of tape to anchor it.

Faça o mesmo com a segunda metade da fita.

Perform a similar up and over diagonal positioning of the second half of the tape.

Agora você tem um curativo que está preso por suas duas “caudas”, já que eles atravessam a parte superior da unha, através do dedo e voltam em torno do lado inferior.

Pode ser que você tenha que ajustar o comprimento da peça original e os comprimentos das duas tiras para o tamanho da sua mão. (Eu tenho uma muito grande!)

You now have a secure piece of adhesive tape that covers the blistered area and is held down by its two "tails" as they cross over the top of the fingernail, across the finger and back around to the under side.  You may have to adjust the length of the original piece and the lengths of the two strips to fit the proportion of your hand. (I've got a pretty big mit!)

A fita é flexível. Não será tão confortável. Você terá a impressão de estar usando luvas enquanto toca. Mas, pelo menos, você não sentirá tanta dor e evitará agravar a situação da bolha.

The tape is flexible. It won't feel great. You'll definitely feel like you're wearing a glove when you play. But, at least, you won't have pain from continual aggravation of the blistered area.

Tutorial feito pelo harpista Ray Pool.

Futuramente postarei mais links do seu trabalho, já que ele planeja fazer vários videos tutoriais sobre diversos assuntos relacionados a harpa.

Categoria: Convidados Especiais, Dicas | (5) Comentários | Autor:

Dicas – Afinação

terça-feira, 10. agosto 2010 21:13

A regra aqui é subir a afinação (apertar) até chegar ao tom correto, nunca descer (afrouxar).

Se a afinação da corda está alta, não desça até chegar a afinação correta, afine a corda um ponto mais baixo e depois suba até a afinação correta.

Pra que isso?

As leis da inércia e elasticidade irão funcionar a seu favor e isso lhe garantirá melhor estabilidade da nota.

Categoria: Dicas | (5) Comentários | Autor:

Blogs de harpa no ar

sexta-feira, 28. maio 2010 13:26

Como vi que tem um novo blog de harpa no ar resolvi indicar em forma de postagem os blogs que estão aí para nos trazer informações a respeito da harpa.

O novo blog é o Harpa e Música criado pela harpista Rayana que apesar de ser paulista, mora no Rio de Janeiro. Cursa licenciatura em Música na UFRJ e estuda harpa com a grande harpista Cristina Braga. O blog promete nos dar muitas dicas de bons vídeos e harpistas que se destacam no nosso meio, recomendo.

Também temos o blog “Manos Magicas” criado pela harpista argentina que mora na cidade de São Paulo Soledad Yaya. Soledad cursa graduação em harpa com a harpista Russa Liuba Klevtsova na Universidade Santa Marcelina. O blog dela anda parado, precisamos dar um puxão de orelha nela, mas as informações que já estão lá são muito valiosas, portanto vale a pena para quem ainda não conhece passear pelas paginas cheias de postagens legais que ora ditam em português, ora ditam em espanhol. Será que ela vai torcer para o Brasil nesta copa?

Temos também o blog “Harpa Brasil” criado pela harpista Suelem Sampaio de São Paulo, se não me engano este é o blog mais antigo no ar e que permanece até hoje, mas posso estar enganada já que não devo conhecer verdadeiramente todos os blogs brasileiros hoje em cena.

Se você tem um blog de harpa no ar, mande o endereço, e se não tem ainda um blog, faça um, qualquer informação compartilhada nos blogs são muito valiosas.

Coloquei um link destes blogs na barra lateral direita para facilitar o acesso a eles.

Categoria: Dicas | (2) Comentários | Autor:

Cordas

segunda-feira, 19. abril 2010 1:31

As cordas são a voz do instrumento, cuide bem delas e obtenha sempre o melhor da sua harpa.

Mantenha sempre um jogo de cordas para emergência. Hoje em dia não é tão difícil importar cordas e elas não são tão caras como antigamente.

Aconselho a manter as cordas emergenciais apenas como emergenciais, se forem trocar todas as cordas da harpa usem um jogo novo. Não faz sentido usar suas cordas velhas de emergência (para reposição completa) e logo ter que comprar outro jogo novo de cordas que será encostado para emergência. Estas cordas novas vão ficar velhas e você estará sempre usando cordas velhas na sua harpa. Eu sei que dá dó usar um jogo novo inteiro para trocar assim de uma vez só, mas o resultado é sempre gratificante.

Verifique a qualidade das cordas

Deslize a ponta dos dedos na cordas para sentir sua qualidade. As cordas boas tem uma superfície bem lisa (sem caroços) e desliza nos dedos com facilidade.  A corda seca (que não desliza com facilidade) pode já não oferecer uma resistência muito boa. Procure utilizar a melhor região da corda na area útil central do instrumento (quando possível) se a corda estiver machucada ou quebrada em alguma região, procure usar essa região para o nó ou para ficar na região acima dos  pinos de apoio. As cordas de tripa são feitas de fibras naturais (tripa de carneiro), a qualidade delas varia bastante, portanto é comum aparecer alguns ciscos visivelmente aparentes, ou alguns carocinhos. Tente evitá-los, mas se aparecer em exagero, reclame.

  • Nem toda corda amarelada está velha, mas toda corda velha fica amarelada.

Guarde suas cordas em saquinhos tipo ziplock (ou os originais que vem da loja) sempre seladas (antes de selar o saquinho tire todo o ar que está lá dentro). Guarde em local protegido do sol e umidade excessiva.

Não deixe suas harpas “cabeludas” (aqueles restos de corda enrolados ou espetando os olhos dos outros), é feio, dá uma impressão de descuido. Corte o restante da corda bem rente ao pino e guarde o que sobrar para futura troca em local apropriado.

Se precisar fazer uma emenda, faça uma emenda apenas se o nó ficar acima dos pinos de apoio, nesta região o nó não prejudicará a sonoridade (figura ao lado).

Ao final deste artigo coloquei o tutorial de como fazer uma emenda segura (a pedidos).

Não utilize fogo para cortar a corda. Tenha sempre um alicate junto as cordas de emergência. O fogo vai esquentar e prejudicar tudo o que está ao redor, mesmo que você não note.

Abaixo vai um tutorial de como dar nós nas cordas de tripa ou nylon da harpa. Este tutorial tem autoria mas está autorizado a ser copiado e utilizado em  salas de aula, ou internet. A autoria é minha (incluindo os desenhos), portanto se usarem, coloquem meus créditos que fico feliz. Para copiar é só clicar com o botão direito do mouse sobre a imagem e esolher salvar imagem como. (aliás, se salvar vai visualizar melhor, que aqui com o layout do blog, a imagem fica distorcida)

Como emendar uma corda

Por Angélica Vianna

Se for copiar o conteúdo, lembre-se de informar a autoria (dê créditos)

Categoria: Artigos, Dicas | (28) Comentários | Autor:

Umidade, como a harpa sofre!

sexta-feira, 5. março 2010 3:23

Muitas pessoas me perguntam qual a umidade perfeita para o instrumento e como devemos protegê-lo dos níveis considerados altos em riscos.
Nesta area aprendi muito com minha experiência e também com informações de pesquisas realizadas.

  • O ideal para a harpa é que a umidade do ar seja de 40% a 60%, o que é ideal também para nós.

Baixa Umidade: Abaixo de 40% a harpa começa a sofrer com a falta de umidade do ar. A madeira contrai e como a pressão das cordas é muito forte, existe o grave risco de rachaduras. Para isto acontecer, o nível de umidade tem que estar muito baixo, de fato, a madeira da harpa já foi tratada e secada para sua construção, chegando a níveis muito mais baixos do que estes recomendados, criando uma certa resistência na madeira. Mas, o instrumento como um todo reage à menor mudança de temperatura e umidade, haja vista quantas cordas não quebram e desafinam em dias de variações climáticas. O verniz pode trincar com as baixas umidades; a cola que junta as partes do instrumento pode se soltar ou quebrar com o ressecamento e a contração da madeira, principalmente nas areas de maior pressão; as peças de metal como parafusos, roscas e molas ressecam ficando mais frágeis, ações que nem sempre são perceptíveis a nós.
Como o efeito das baixas umidades geralmente não acontecem uniformemente e algumas areas do instrumento podem ser mais sensíveis que outras, é difícil prever o efeito que a harpa pode sofrer, portanto é aconselhável manter a harpa perto dos 50% de umidade ideais a ela.

  • As cordas sofrem menos nas umidades baixas e a sonoridade do instrumento é também melhor nas regiões mais secas, embora cordas ressecadas quebrem com maior facilidade.
  • Embora a baixa umidade seja melhor para o instrumento, é nela que os riscos de rachadura são maiores.

Quando a umidade estiver baixa, procure colocar um balde de água ou uma toalha molhada perto do seu instrumento. Umidificadores ambientais são muito bem vindos, os recomendados são aqueles do tipo vaporizadores que umidificam o ambiente. Existem porém dois tipos, aqueles que vaporizam com o calor da água (muito usados para pessoas alérgicas ou com problemas respiratórios) que não são muito recomendados pois deixam rastros de calcificação no ambiente, o ideal é aquele que utiliza água fria com um ventiladorzinho que espalha esta água em gotas minúsculas e invisíveis pela sala (não confundir com os ventiladores que usam este sistema para refrescar o ambiente). Via de regra, se você consegue visualizar o vapor ou as gotas de água, não é o umidificador certo, o bom umidificador para os instrumentos são aqueles que não vemos a umidade sendo espalhada.
Existe também um umidificador que é vendido nas lojas de instrumentos musicais que parece uma cobrinha verde, com uma espuma amarela dentro. Tenho uma que comprei da Vanderbilt. Já ouvi que esta cobrinha é péssima para a harpa pois ela é usada dentro do instrumento em contato quase que direto com a caixa harmônica, umidificando apenas parte da madeira e de forma irregular. Isso pode contribuir para a deformação da caixa harmônica. A que eu comprei da Vanderbilt já está fora de uso.

Umidade alta: Acima de 60% a umidade incha a madeira, nestas condições o risco de empenamento é maior e a cola que une as partes amolece (principalmente se a temperatura for elevada) e com isso pode haver deslocamento da extrutura do instrumento onde as partes são unidas, criando sérios problemas de extrutura e afinação. A sonoridade do instrumento nas altas umidades fica sonsa, sem brilho, as peças de metal oxidam e as cordas de tripa desfiam e ficam falsas com facilidade.

  • Sim, umidade elevada é pior, principalmente quando combinada com temperaturas elevadas.

Se a umidade do ar estiver acima dos 60% procure por um desumidificador de ar que possa colocar no ambiente. Ar condicionado e aquecedores também diminuem a umidade do ar, mas as mudanças de temperatura também precisam ser levadas em conta, portanto, ar condicionado só se for com temperatura uniforme e agradável, o tempo todo, o que nem sempre é possível. Cuidado com harpas perto de janelas, o sol, a umidade e maresia (se litoral) vindos de fora causam muitos danos ao instrumento.

  • Em casos de ambientes muito umidos não é aconselhável deixar a harpa com a capa por períodos longos pois a a capa acaba abafando mais o instrumento podendo aparecer fungos ou oxidações nas peças metálicas.

Se sua harpa tomou chuva (período curto) ou foi vítima de algum acidente com água, enxugue-a com uma toalha macia e deixe-a em um ambiente seco e sem capa por algum tempo até que essa umidade se evapore, a madeira demora para assimilar a umidade e o verniz protege o instrumento destes acidentes caseiros.

Compre um termo higrômetro. Não é um instrumento caro, ele te dará uma noção da temperatura e da umidade do ar dentro da sala onde sua harpa se encontra. Não importa o que os canais de previsão lhe informam, o que vale é o ambiente onde a sua harpa se encontra.

Por Angélica Vianna

Se for copiar o conteúdo, lembre-se de informar a autoria (dê créditos)

Categoria: Dicas | (18) Comentários | Autor: